• Bruno Garcia conta como foi interpretar Divaldo Franco no cinema
  • Autor:OVALEBrandStudio
  • 2019-09-23
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O longa “Divaldo – O Mensageiro da Paz”, que conta a trajetória inspiradora do humanista Divaldo Franco, segue em cartaz nos cinemas da região. A biografia, levada às telas pelo diretor Clovis Mello, traz três atores no papel do médium em diferentes momentos da vida: João Bravo (infância), Ghilherme Lobo (dos 17 aos 22 anos) e Bruno Garcia (fase adulta). Ainda no elenco, Regiane Alves no papel de Joanna de Ângelis, guia espiritual do personagem principal, e Marcos Veras como o Espírito Obsessor.

Confira abaixo uma entrevista com Bruno Garcia. O ator conta como foi a experiência de dar vida a Divaldo nas telonas:

Você interpreta Divaldo Franco na terceira fase da história, quando o personagem já está mais maduro e integralmente dedicado à filantropia e à divulgação de sua mensagem de paz e harmonia. Fale um pouco do desafio de interpretar um personagem criado a partir de uma pessoa viva e de que elementos usou para realizar o trabalho.

Bruno: Curiosamente só conheci Divaldo pessoalmente depois de já ter finalizado as filmagens. Mas há um vasto material audiovisual onde é possível vê-lo falando, se movimentando, dando passes e etc. E essas imagens, juntamente às leituras de mesa com o elenco, foram o suficiente para compor Divaldo. O mais desafiador foi encontrar pontos de contato comuns entre eu, Gui e Joãozinho para convencer a audiência de que se trata da mesma pessoa em momentos diferentes da vida. Sobre interpretar uma pessoa viva, isso faz uma grande diferença na hora de compor um trabalho. É bem diferente de viver um personagem inventado por um dramaturgo ou roteirista. Neste caso, tem-se muito mais liberdade para compor o gestual, o emocional, pois é uma invenção sua.

Você já havia trabalhado com Clovis Mello?

Bruno: Foi a primeira vez que trabalhei com Clovis. Porém, a sensação é de que nossa parceria sempre existiu. Um processo com forte conotação espiritual, como não poderia deixar de ser. Foi um privilégio, um grande encontro. Além disso, a segurança e objetividade com as quais ele conduziu esse projeto abriu caminho para uma assertividade grande no set, o que se mostrou fundamental para o belo resultado do filme. Um diretor que também é montador. Foi muito confortável estar num set com um diretor que é tão preciso, que sabe tão bem o que quer.

Você é uma pessoa espiritualizada? Como o filme afetou sua vida do ponto de vista pessoal?

Bruno: Minha espiritualidade está ligada à experiência afetuosa que eu possa ter com meus semelhantes. Esse filme foi um encontro de almas. Todas as pessoas que fizeram parte desse projeto foram afetadas por uma atmosfera que parecia emanar do próprio Divaldo e de sua obra. Uma sensação de comunhão, no sentido espiritual da palavra, muito forte.

Durante as filmagens, alguma cena marcou especialmente?

Bruno: Pela força do tema, todas as cenas foram desafiadoras. Porque sempre havia esse componente muito forte emocional e espiritualmente falando. Contar essa história demandou muita responsabilidade de todos. Contracenar com o Obsessor, espírito que o acompanhou durante toda a vida, sem dúvida trouxe algo avassalador em termos de força, do que te toca. Mas não saberia escolher um momento específico. Todo o filme me marcou. Todas as cenas em que estive inserido foram importantes e inesquecíveis.