• Humanista Divaldo Franco conta como sua cinebiografia o emocionou
  • Autor:OVALEBrandStudio
  • 2019-09-23
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O longa “Divaldo – O Mensageiro da Paz”, em cartaz nos cinemas da região, tem emocionado o público. No longa, a história do líder humanitário brasileiro Divaldo Franco, desde a sua infância no interior da Bahia até a sua consagração como filantropo e orador em prol da divulgação da doutrina espírita no Brasil e no mundo.

Criado em uma família católica, ainda na infância Divaldo surpreendeu seus pais e irmãos aos comunicar que tinha a capacidade de se comunicar com espíritos. A partir de 1945, já adulto, ele passou a se comunicar com o espírito amigo de Joanna de Ângelis, da qual tinha visões desde a infância e que, anos mais tarde, se revelou sua orientadora espiritual.

Guiado pelas mensagens dela, Divaldo então passou a psicografar escritos sobre temas existenciais, filosóficos, religiosos e psicológicos. Esse laço resulta numa produção de mais de dez livros psicografados.

Em 1947, ele fundou o Centro Espírito Caminho da Redenção. Tendo a seu lado o amigo Nilson de Souza Pereira, o espaço passou a ajudar moradores de rua e acolher órfãos. O trabalho de caridade leva a dupla a fundar, em 1952, a Mansão do Caminho, orfanato que viria a se tornar um enorme centro educacional, além de lar e maternidade para a população pobre de Salvador.

Ao longo da vida, Divaldo Franco adotou mais de 600 filhos. O médium tem mais de 200 netos e bisnetos. Hoje, entrando na sua nona década de existência neste plano, ele segue ativo e atuante, levando sua mensagem de paz aos quatro cantos do mundo.

Confira entrevista com o humanista enviada pela sua assessoria de comunicação:

Qual a sensação de se ver retratado na tela em três fases diferentes da vida e por três atores diferentes? Ficou emocionado com alguma cena em particular?

Divaldo: Jamais pensei em tal possibilidade, porque nunca aspirei a nada além do compromisso de servir mediante a vivência para uma saudável divulgação do Espiritismo. Acompanhei o desempenho dos três atores que reviveram esse período da minha atual existência, reflexionando se terei feito o que devia, considerando-se as circunstâncias e as possibilidades de cada época. Muito comovido revivi as cenas infantis nas quais me aparecia o Espírito Jaguarassu, o indiozinho que me era companheiro devotado durante a infância. Em muitas outras cenas, comovi-me com o olhar da atualidade em acontecimentos desafiadores daqueles dias já recuados.

Qual a importância do filme para a divulgação da mensagem do Espiritismo e da obra social Mansão do Caminho?

Divaldo: Considero de alta relevância a apresentação do filme, retratando um pouco as minhas experiências espiritistas, como contribuição divulgadora da Doutrina Espírita. O Espiritismo é, sem dúvida, o consolador que Jesus prometeu, porque lhe repete as lições, ora esquecidas, e traz informações científicas que o conhecimento contemporâneo afirma. Ademais, o valioso contributo da comunicação audiovisual é imprescindível nos dias atuais para a construção de uma nova e melhor sociedade. Nesse sentido, divulgando a Mansão do Caminho, estimula-nos a todos à edificação do Bem sob todos os aspectos considerados.

São mais de sete décadas dedicadas ao Espiritismo, à filantropia e à divulgação de uma mensagem de paz, amor e solidariedade. Ao longo dessa jornada, qual foi o seu maior aprendizado?

Divaldo: O meu maior aprendizado durante todo este período passado é confirmar que o sentido da vida se encontra na ciência e arte de servir, conforme o conceito enunciado por Jesus a respeito do amor ao próximo como a si mesmo, a fim de alcançar-se o amor a Deus. Quem não vive para servir ainda não aprendeu a viver.