• Não é hora de fazer dietas restritivas
  • Autor:Paula Maria Prado
  • 2020-03-25
  • Fonte:

É hora de, mais do que nunca, dar prioridade a comida de verdade. Esse é o recado da nutricionista Lívia Zafani, da clínica Essenza, de São José dos Campos, parceira do Clube+ OVALE. Em tempos de pandemia de coronavírus, é adequado que todos adotem uma dieta rica em alimentos in natura (verdura, legumes e frutas) e pratos coloridos compostos por todos os grupos de alimentos (carboidratos, proteínas e lipídios). Ou seja, não é hora de uma dieta restritiva. 

“Dietas restritivas devem ser feitas somente por períodos determinados e/ou com algum objetivo específico, sempre com a orientação de um profissional. Essas dietas não permitem o consumo de todos os grupos de alimentos e, por consequência, não há a ingestão de alguns nutrientes extremamente importantes para a manutenção da imunidade, que é a capacidade do nosso organismo responder a algum antígeno, um corpo estranho”, afirmou ela. 

Segundo ela, a frequência das refeições também é importante para ajudar no aumento da imunidade. O ideal é o consumo diário de três refeições (café da manhã, almoço e jantar) e dois lanches (manhã e tarde), bem como a ingestão de mais ou menos 1,5 a 2 litros de água por dia. 

No supermercado. 

Lívia defende que o momento não é de estocar comida em casa. “Temos de ter empatia e comprar somente o necessário para nossa família. Sabe-se que supermercados não serão fechados e permanecerão diariamente abastecidos. E existem ainda as plantações comunitárias em alguns bairros e os serviços de entregas de produtos orgânicos”, ponderou. 

Mas, para facilitar o dia a dia, dica valiosa é congelar as frutas em forma de polpa, verduras e legumes in natura ou cozidos, dependendo de suas características. No futuro eles poderão ser usados em sorvetes saudáveis, sopas, caldos, risotos e escondidinhos. “Vale também guardar os talos, as aparas e as folhas para fazer caldos, risotos, farofas ou incrementar um molho”, afirmou a nutricionista.  

Arroz e feijão, presentes na cesta básica, são ricos em aminoácidos essenciais, importantes na dieta. Nela há também sardinha em lata (rica em ômega 3), farinha de mandioca (fibra que nos auxilia na diminuição de absorção de gorduras não desejadas) e sal (nossa maior fonte de iodo).

“Temos que dar preferência a alimentos que tem poucos ingredientes do rótulo e entender que o saudável é comer comida de verdade, feita em casa, com ingredientes que conhecemos e com muito sabor”, disse a profissional. “Também é importante a redução do consumo de alimentos industrializados, como macarrão instantâneo, salgadinhos, bolinhos prontos, sucos de caixinha, sucos em pó e concentrados, refrigerantes e temperos prontos, açúcares, processados (ex.: presuntos, linguiças, salsichas, nuggets, hambúrgueres e etc) e corantes”.  

Entes queridos. 

Aproveite ainda a quarentena para unir a família junto à mesa. Coloque as crianças para ajudar no preparo dos alimentos e nas tarefas domésticas. “Precisamos ter senso de comunidade. Pensar no outro como se fosse você”, ressaltou Lívia. “Se puder praticar algum tipo de esporte ao ar livre, longe de aglomerações, tomar sol pelo menos 20 minutos/dia e dormir pelo menos oito horas por noite, melhor ainda”. 

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