• Obras de Pierre Verger e Carybé em exposição no Sesi São José
  • Autor:OVALEBrandStudio
  • 19/11/2019
  • Fonte:Divulgação

Mostra apresenta cenas da vida cotidiana da África Iorubá e da Bahia através do olhar de ambos artistas

A rota do tráfico negreiro que ligava Benim à Bahia e o legado cultural trazido para cá pelo povo iorubá estão na mostra "Verger e Carybé: entre as duas margens do Atlântico", em cartaz no Sesi São José dos Campos. Até o dia 7 de dezembro, o público poderá conferir por meio de fotografias, desenhos e aquarelas do fotógrafo Pierre Verger e do artista visual Carybé, cenas de que revelam a admiração de ambos artistas pela Bahia e pelas religiões afro-brasileiras.

Verger, que foi fotógrafo, etnólogo, antropólogo e babalaô, dedicou a maior parte da sua vida aos estudos sobre esta cultura na África e na Bahia, onde fixou residência em 1946. “Amo quase igualmente as duas margens do Atlântico, com um pouco mais de ternura, no entanto, pela ‘Boa Terra da Bahia’. Essa cidade possui um 'não sei-o-quê' que me prendeu e enfeitiçou...”, comentou o francês. Seus livros, tais como "Fluxo e Refluxo" (1966) e "Orixás" (1985), e o seu rico e extenso registro visual representam uma das maiores pesquisas realizadas sobre este tema no Brasil.

Já o artista argentino Carybé também foi seduzido pela "Roma Negra", onde acabou se instalando e, durante décadas, retratou com impressionante virtuosismo a vida das ruas da Bahia. "(O meu trabalho) pretende ser um documento honesto e preciso das coisas do Candomblé, mostrando festas, trajes, símbolos e cerimônias por mim vistas e vividas neste mundo prodigioso que os escravos nos trouxeram e depositaram nas profundezas do coração da Bahia”, comentou o artista.

São ao todo 64 obras, sob a curadoria de Luiz Gustavo Carvalho.

Serviço.

A exposição pode ser vista de terça-feira a sábado, das 9h às 20h, exceto feriados. A visitação é gratuita. O Sesi fica na av. Cidade Jardim, 4389, no Bosque dos Eucaliptos.

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